Se não foi perfeita, também não faltou emoção para a final que decretou mais uma conquista de Copa América Feminina pela Seleção Brasileira. O nono título do Brasil marcou o primeiro de Arthur Elias como técnico da Amarelinha, o provável último de Marta e a estreia de Amanda Gutierres no continente.
A última volta do ponteiro no tempo regulamentar da final foi também o minuto em que Marta, de tantos gols, encontrou tempo para marcar um golaço histórico, que renovou a esperança na conquista ao forçar a prorrogação. E após a pausa, ela ainda colocou o Brasil à frente. Tudo parecia perfeito para o seu último capítulo na Copa América.
Ainda assim, a Rainha confessou ao fim do jogo que terminou a partida rogando a Deus após perder o pênalti que poderia ter antecipado o título.
“Eu pedi a Deus que não me castigasse tanto. Porque entrar no jogo como estava, ser agraciada com o gol de empate e depois mais um. E aí nos pênaltis eu ter a chance de fechar e perco. Mas eu tenho essas meninas que são maravilhosas. Voltei muito abalada depois da cobrança do pênalti e elas me fizeram acreditar que íamos conseguir, que a Lorena ia pegar”, desabafou a camisa 10, que afirmou estar se despedindo da competição. Há quem duvide.
Depois da goleada sobre o Uruguai na semi, Amanda Gutierres disse acreditar que a artilharia aconteceria naturalmente. E assim foi. Ela entrou ainda no primeiro tempo, e na segunda etapa marcou seu sexto gol na Copa América, que lhe rendeu o prêmio de artilheira, a cereja do bolo.
“É de uma final como essa que o futebol feminino e a Copa América precisam. E agora eu realizo um sonho de levantar um título com a seleção, que marca o trabalho do Arthur Elias. Dedico a todas que fizeram parte do grupo e não puderam vir, para toda a comissão técnica e todos os brasileiros”, disse a atacante.
*Com Confederação Brasileira de Futebol






