A Bolívia ganhou reforços além da altitude para bater o Brasil pelas Eliminatórias da Copa e garantir sua ida à repescagem para a Copa do Mundo de 2026. Houve um pênalti inexistente assinalado pelo VAR que resultou no gol da vitória. E houve todo o tipo de catimba e cera para garantir o placar até o final do jogo.
É muito difícil fazer uma análise técnica e tática da Seleção Brasileira diante de tantos componentes relevantes além da bola jogada dentro de campo. O que se pode dizer com certeza absoluta é que esta foi uma das piores participações brasileiras em Eliminatórias. Não está na conta de Ancelotti, mas de um ciclo completamente mal feito, com três treinadores diferentes. No fim, a classificação veio, como já era mais do que esperado diante de tantas vagas disponíveis.
Em que pese todos os fatores extra-campo que contribuíram para a derrota brasileira, há uma outra forma de ver o jogo, pelo olhar boliviano. As imagens ao fim da partida são de emocionar se for possível para o observador eliminar todos os poréns já ditos.
Jogadores orando, chorando, agradecendo, completamente exaustos estirados no campo ao final da partida. Tudo isso envolto por uma torcida em festa e orgulhosa de poder participar de uma repescagem para então ter a chance de disputar uma Copa do Mundo com a óbvia impossibilidade de chegar a fases mais decisivas.
Para o brasileiro que participou de todas as Copas do Mundo e que sabe que as Eliminatórias a maior parte das vezes não significaram grandes desafios, a festa boliviana parece até exótica. Mas um olhar mais profundo encontra beleza nos gestos e no orgulho pelo feito.
O futebol é mágico.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






