O conto de fadas vivido pelo Fluminense acabou nesta terça-feira ironicamente nos pés de uma cria de Xerém, João Pedro, autor dos dois gols da vitória do Chelsea contra o Tricolor. Fim da linha para o último brasileiro na Copa do Mundo de Clubes.
Houve uma justa inundação de orgulho de ser tricolor nos últimos dias no Brasil. Gente ostentando a linda camisa do Flu nas ruas, bandeiras em janelas… É fato que a jornada do time de Renato Gaúcho em terras norte-americanas foi muito legal de se ver.
Mas o chato é uma figura necessária. É ele quem coloca os pés de todos no chão, que acorda todo mundo de um sonho bom e traz a realidade. Eis aqui o meu papel de chato: o Fluminense tem mais meia temporada pela frente com desafios importantes. O futebol continuará quando a bola parar de rolar na Copa do Mundo.
Mas as notícias podem ser boas para o Tricolor, dependendo de como a vida será encarada daqui adiante. A começar pelo lado financeiro. O Flu jogou seis partidas em solo norte-americano e embolsou R$ 332 milhões (ainda sem descontar os impostos pesados). Como comparação: o clube faturou R$ 684 milhões no ano inteiro de 2024, recorde de sua história.
O presidente Mario Bittencourt declarou que a premiação será destinada a pagar dívidas, o que parece uma ótima medida se levada a cabo de verdade. Desta forma é que o clube poderá sair de uma situação financeira ainda ruim e seguir rumo ao equilíbrio fiscal.
Dentro de campo, são três competições importantes: o Campeonato Brasileiro, em que o time faz uma campanha boa, Copa do Brasil, em que terá o Internacional pela frente, e Copa Sul-Americana, ainda sem adversário definido.
Será difícil a volta à realidade para o torcedor tricolor. Ele viveu dias mágicos nos Estados Unidos, sonhou com o impossível e quase chegou lá. A realidade que vem por aí pode ser boa também, o caminho está pavimentado. Só não pode seguir apenas sonhando com o que já passou.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






