A brasileira Flávia Saraiva ficou muito perto do pódio na final da trave do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2025, disputado em Jacarta, na Indonésia. Na madrugada deste sábado, 25, a ginasta somou 13,900 pontos e terminou na quarta colocação, após uma apresentação consistente e sem grandes desequilíbrios, o que foi celebrado por ela como sinal de evolução técnica e maturidade.
Flávia foi a primeira a se apresentar na final e apostou em uma série com maior grau de dificuldade em relação à fase classificatória, elevando sua nota de partida para cerca de 5,7. A execução quase impecável rendeu-lhe 8,200 pontos, a segunda melhor nota de execução entre todas as finalistas. Apesar do bom desempenho, ela acabou ficando fora do pódio diante das notas mais altas das adversárias com rotinas mais arriscadas. Na classificação, ela havia garantido a segunda melhor nota.
O ouro ficou com a chinesa Zhang Qingying, que alcançou 15,166 pontos, seguida pela argelina Kaylia Nemour, com 14,300, e pela japonesa Aiko Sugihara, que conquistou o bronze com 14,166.
Mesmo sem medalha, Flávia saiu satisfeita com o resultado e destacou o equilíbrio da prova. “Fiquei muito feliz. Foi uma final de trave bem difícil. Tem anos que não temos uma final de trave tão difícil assim. A minha última final de trave tinha sido em 2019. Foi a primeira vez que acertei uma final de trave em Mundial. Fico feliz que meu trabalho está dando certo. Estou conseguindo evoluir um pouco mais na trave a cada ano. Competição é competição. Tô muito feliz com a minha prova, feliz que eu acertei, porque isso me dá mais confiança para os próximos anos. A série foi boa. Foi a que treinei para apresentar aqui. A nota de partida é um pouco mais baixa que a das meninas, mas dei meu melhor e estou muito feliz”.
O quarto lugar representa o melhor resultado de Flávia Saraiva na trave em uma competição de alto nível, superando o quinto lugar obtido na mesma prova durante os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. A ginasta brasileira agora volta o foco para o próximo ciclo competitivo, mirando o Mundial de 2026, em Roterdã, e, mais adiante, os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.






