A derrota do Cruzeiro em casa para o Santos deixa o Campeonato Brasileiro como já era esperado: com o Flamengo dominando e o Palmeiras no seu encalço. Não por coincidência, os dois times mais poderosos do Brasil há quase uma década. Por mais que negacionistas acreditem que dinheiro não é tudo, o poder financeiro é fundamental, sobretudo em uma disputa por pontos corridos.
O Flamengo nem fez um grande jogo, mas passou pela sensação do campeonato, o Mirassol, dentro de casa e segue líder por pontos ganhos e perdidos, além de ter todos os melhores números: melhor ataque, melhor defesa e número de vitórias. Ou seja, a liderança é bastante consistente. Neste momento, os rivais torcem por alguma crise no meio do caminho, coisa que não aconteceu após a eliminação na Copa do
Brasil.
O Palmeiras, ainda mergulhado em um caldeirão de tensão depois da eliminação na Copa do Brasil pelo Corinthians, venceu o Ceará. Também não jogou bem, mas virou a partida. Muito se falou sobre a arbitragem, que teria favorecido o time de Abel Ferreira. Ele, que sempre reclama muito do apito quando entende ser prejudicado, disse que o Ceará tem direito a reclamar desta vez, por causa de um impedimento marcado no que seria o gol de empate do time nordestino. Daqueles impedimentos em que a linha é traçada, mas é simplesmente impossível dizer se a marcação foi correta diante de tamanha imprecisão do equipamento.
Aqui vale um breve parênteses: é inadmissível um campeonato que movimenta o volume de dinheiro do Brasileirão ter um equipamento tão rudimentar.
Voltando ao campo. O Cruzeiro, dito como o intruso da vez para competir com Flamengo e Palmeiras, deu mais um indício de que não terá força para acompanhar a dupla. Perdeu de virada para o Santos em casa. Também com muita reclamação da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, considerado um dos melhores do País. Se a classificação para este árbitro é essa, isso dá a medida do buraco em que estamos.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






