O Palmeiras entrou em campo em Itaquera esfregando as mãos depois do que havia acontecido no Maracanã. O Flamengo tropeçou no Grêmio em partida que a torcida passou a semana contando com os três pontos depois do massacre sobre o Vitória. Empatou em 1 a 1.
Na Neo Química Arena, o time de Abel Ferreira foi dominante, pressionou e saiu na frente com um pênalti convertido por Vitor Roque. Aliás, o centroavante é uma das boas notícias para o torcedor palmeirense: cresce a cada jogo e foi novamente um dos melhores em campo.
Mas o domínio verde ficou muito marcado pelas bolas alçadas na área corintiana. Desde o primeiro tempo o time abusou dos cruzamentos tentando achar Flaco Lopez ou outro jogador pelo alto. Em ótima tarde, a dupla de zaga corintiana deu conta do recado, ainda que defensivamente o Corinthians tenha mostrado fragilidade, não impedindo as aproximações contra seu gol.
O empate, como disse Abel Ferreira, teve gosto de derrota, porque era a chance de ver a distância para o líder diminuir. Quando o Palmeiras terá outra chance como esta? A de enfrentar um rival muito desfalcado e que não é competidor direto pelas primeiras posições do campeonato e ainda sabendo que o Flamengo tropeçou em casa? O pacote era muito favorável, mas o time de Abel fracassou.
O Flamengo, que tropeçou na própria soberba no Maracanã, respirou um pouco mais aliviado quando o árbitro apitou o fim do jogo em Itaquera: a distância para o seu principal rival permaneceu a mesma. Mas o empate tem de servir de lição. Por mais que o Fla seja o time mais poderoso do Brasil, com o melhor elenco e mais dinheiro, jogos são ganhos durante os 90 minutos. O Flamengo se acomodou com a vantagem mínima achando que a situação estava resolvida e acabou castigado. Se há um time capaz de tropeçar na autossuficiência este time é o Flamengo. A história mostra. Que ao menos tenha servido como lição.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






