James Vowles e Andy Cowell abriram o jogo sobre a profunda influência de Toto Wolff em suas carreiras na Fórmula 1, destacando como a liderança do austríaco foi essencial para prepará-los para os cargos de chefia que atualmente ocupam na Williams e na Aston Martin, respectivamente.
Ambos trabalharam por anos ao lado de Wolff na Mercedes, acumulando experiências técnicas e gerenciais sob sua tutela. James Vowles, chefe de equipe da Williams desde 2023, foi diretor de Estratégia de Automobilismo na Mercedes, além de ocupar funções estratégicas em equipes como Brawn GP, Honda e BAR.
Durante entrevista no GP de Mônaco ao lado de Toto, Vowles foi direto ao ser questionado sobre o impacto do ex-chefe em seu próprio estilo de liderança e detalhou como foi o processo de mentoria.
“Toto, provavelmente há dez anos, 12 anos ou algo assim, me colocou sob sua proteção e lentamente me permitiu assumir mais e mais responsabilidade dentro da organização, de uma forma que me expôs às dificuldades pelas quais ele passa diariamente, mas de uma forma segura e positiva”, comentou.
“Então, foi parecido com o que aconteceu com os pilotos, que se envolveram em aspectos mais técnicos do negócio. E não há dúvida de que eu teria afundado sem a experiência e a orientação dele ao meu lado, e é o que ele faz muito bem, mas ele é tímido e não fala muito sobre isso”, brincou Vowles.
Cowell, atual CEO e chefe de equipe da Aston Martin, também não poupou elogios à fase em que trabalhou com Wolff na Mercedes. Ele atuou como diretor de engenharia da divisão de motores de alto desempenho da Mercedes-Benz entre 2008 e 2013, quando assumiu o cargo de diretor executivo da Mercedes AMG. Em 2020, o britânico saiu da companhia retornou à F1 com a Aston Martin.
“Acho que, na minha época na Mercedes, aprendi com o Toto”, disse Cowell. “Aprendi com o Niki Lauda. Aprendi com o Ola Källenius, e há todos esses personagens que você encontra quando está na família Mercedes. E, sim, você tenta se lembrar das coisas boas, se esforça e segue em frente.”
Toto, por sua vez, reconheceu publicamente o talento dos dois ex-companheiros, destacando o quanto já observava neles o potencial de liderança.
“Com o Andy, ele foi um dos gestores mais fortes que já vi na minha vida […] Ele também tinha o lado humano e a gestão de pessoas, e, por outro lado, a habilidade técnica”, elogiou o austríaco. “O James poderia ter sido chefe de equipe na Mercedes se não fosse por mim. Eu estava no caminho dele. Então, ele escolheu outro caminho, e faz isso muito bem, como você pode ver”, finalizou Toto.






