O Chelsea ignorou o favoritismo do PSG e escreveu seu nome na história do futebol com autoridade como o primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Em uma grande atuação com intensidade, inteligência tática e talento individual, os Blues dominaram completamente os atuais campeões europeus e venceram por 3 a 0 neste domingo, 13, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
A equipe inglesa protagonizou um primeiro tempo avassalador e encaminhou a conquista antes do intervalo com direito a uma exibição de gala de Cole Palmer. Destaque também para o técnico Enzo Maresca, que apostou em um meio-campo reforçado com Reece James atuando como segundo volante ao lado de Moisés Caicedo, estratégia que se mostrou certeira ao travar as tentativas de construção ofensiva do PSG.
Aos 22 minutos, Cole Palmer abriu o placar em grande estilo. Após jogada de Malo Gusto pela direita, o meia recebeu na entrada da área e finalizou com precisão, superando Donnarumma. O gol não apenas colocou o Chelsea em vantagem, como expôs as fragilidades defensivas do PSG, que sofreu especialmente pelo lado esquerdo, onde Nuno Mendes e Fabian Ruiz não conseguiram conter as infiltrações inglesas.
O segundo gol veio pouco depois, aos 30. Em jogada individual, Palmer passou por dois marcadores e bateu com categoria no canto direito, sem chances para o goleiro italiano. Aos 43, o camisa 10 voltou a brilhar ao servir o brasileiro João Pedro, que concluiu por cobertura na saída de Donnarumma para fazer o terceiro.
Enquanto o Chelsea se destacava pela organização e intensidade, o PSG se mostrava apático e mal posicionado, sobretudo na defesa. Após uma atuação dominante sobre o Real Madrid na semifinal, a equipe parisiense pouco criou e esbarrou nas defesas seguras de Robert Sánchez. Na chance mais clara, quando o placar ainda estava 0 a 0, Doué ficou cara a cara com o goleiro espanhol, mas não finalizou e optou pelo passe, interceptado por Cucurella.
O PSG se lançou ao ataque no segundo tempo em busca do milagre da virada e até criou boas oportunidades, mas Sánchez brilhou com duas grandes defesas e impediu a reação dos franceses. A missão que já era improvável foi por água abaixo na reta final com a expulsão de João Neves. Ele puxou o cabelo de Cucurella e recebeu o cartão vermelho após revisão no VAR. Coube ao Chelsea só esperar o apito final e comemorar o feito histórico nos Estados Unidos.






