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Campeão do prestigiado Grand Prix de Roma, Yuri Mansur agradece parceria com égua Miss Blue: “Ela é genial”

porRedação BandSports
junho 25, 2025
in Notícias, SUPER DESTAQUE
Campeão do prestigiado Grand Prix de Roma, Yuri Mansur agradece parceria com égua Miss Blue: “Ela é genial”

Brasileiro repetiu feito de Rodrigo Pessoa e conquistou título individual mais importante da competição italiana cinco estrelas | Crédito: Divulgação/CBH/Luis Ruas

Todo cavaleiro de alto nível busca o grande cavalo da sua carreira. Com Yuri Mansur não foi diferente. Apresentando Miss Blue-Saint Blue Farm, o brasileiro faturou o Grand Prix de Roma, com obstáculos a 1.60m, pelo 92º CSIO5*, na Piazza Sienna. A sigla significa “concurso de saltos internacional de nível olímpico”, o mais alto possível no hipismo. Yuri se tornou apenas o segundo brasileiro a vencer este concurso, seguindo os passos de Rodrigo Pessoa, e deu o crédito para sua sintonia com a égua brasileira de 12 anos.

“A Miss Blue está completamente saudável em todos os aspectos e está podendo demonstrar todo o potencial dela. O conjunto está tão afiado e ela é tão espetacular que não gera dificuldade em fazer o resultado. Ela é realmente genial”, elogiou Yuri.

Na modalidade é costume dizer que o bom cavalo ou égua vai ao encontro de seu cavaleiro. E no caso de Mansur, o caminho foi bem inusitado. A história deles começou ainda nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. O brasileiro estava indo para a sua primeira participação em Olimpíadas e teve um problema de insônia, devido ao fuso horário. Então, resolveu sair da Vila Olímpica e ir dormir no Centro Equestre, em um apartamento onde ficavam os tratadores e os veterinários.

A mudança não foi bem aceita pela equipe, mas ele insistiu. “Olha como é o destino. Eu peguei o ônibus para ir para a Vila Olímpica com o travesseiro, todo descabelado, sem dormir… Por coincidência, um amigão meu, o Vitor Teixeira, hoje técnico da Argentina e campeão Pan-Americano, sentou-se do meu lado e me mostrou o vídeo de uma égua muito boa no Brasil, que ele tinha experimentado”, contou.

“Mas eu estava concentrado na Olimpíada, não dei atenção à égua”, lembrou Yuri, que viria a se classificar para a final em Tóquio.

Logo depois disso, Kent Farrington, um de seus melhores amigos do circuito e hoje número 1 do mundo, veio falar com ele. “Ele não tinha se classificado e me perguntou ‘você não conhece nenhum cavalo bom?’ E eu falei ‘ah, um amigo meu mandou esse vídeo aqui para mim, mas eu nem vi. Vê o que você acha’.”

Encontro inusitado
A égua, em agosto de 2021, era chamada de Jungle Man, conhecida por ser muito brava. Segundo ele, Kent ficou “doido” quando viu o vídeo e, então, Mansur resolveu entrar em contato com a proprietária para ajudar o amigo a comprar a égua. Mas ela não estava à venda. Após um tempo, Mansur fui surpreendido por uma ligação de Thalita Oslen, proprietária da fazenda de criação Saint-Blue Farm.

“Foi que nem um presente de Natal. No dia 25 de dezembro, ela me liga e fala ‘eu sonhei que você vai saltar a Olimpíada de Paris com a minha égua, eu vou mandá-la para você’”, relembrou ele.

Mas Mansur não acreditou que receberia a égua em sua casa, na Holanda. “Eu já ouvi muita história e mal imaginava que ela [a égua] era tudo isso. Dei meu endereço, mas nunca mais soube de nada. No entanto, em maio de 2022, recebo alerta da transportadora ‘ah, está vindo um cavalo do Brasil para você amanhã’. Eu nem lembrava da história”, disse.

Yuri conta que ela chegou magra e debilitada, mas desde que montou nela pela primeira vez, sentiu que alguma coisa especial estava acontecendo. “Foi paixão ao primeiro salto. Eu fiquei enlouquecido.”

Na época, ele estava em um momento difícil da carreira. Seu cavalo, QH Alfons Santo Antonio, tinha tido uma lesão em Tóquio – quando ficaram em 6º lugar por equipe e 20º no individual – e o Mundial já se aproximava. Então, ele estava tenso para voltar ao ritmo.

Mas para além de ter um bom casamento entre cavaleiro e cavalo, é necessário sintonia ao conjunto. Yuri teve muita dificuldade para conquistar uma relação de cumplicidade com Miss Blue fora da cela, devido à postura raivosa e dominadora da égua. Mas, para o cavaleiro, ter dado tempo para essa conexão se desenvolver foi fundamental.

“A primeira coisa de tudo, realmente, é o tempo de construção de um cavalo desse nível. Ela não tinha experiência e a gente não tinha conexão. Ela tem características difíceis: muita energia, muito calor, é muito ansiosa e, às vezes, isso tira a concentração dela. Por isso, a montabilidade se torna mais difícil para o cavaleiro, mas tudo isso foi melhorando.”

Devido a lesões, o conjunto demorou pouco mais de dois anos para criar essa conexão. Antes dos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023, com menos de um ano de experiência, Miss Blue teve uma lesão de ligamento. Ela já era titular absoluta na equipe brasileira, mas com a questão de saúde, demorou seis meses para se recuperar.

Já nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, Yuri acredita que o conjunto teve “muita má sorte”, por mais que não goste de usar essa expressão. Miss Blue sofreu com cólicas dois dias antes dos Jogos, uma questão de atenção pois pode ser fatal para cavalos. Além disso, após utilizarem uma sonda para fazer a lavagem estomacal, uma válvula da garganta da égua acabou machucada, o que também ocasionou uma infecção que seria tratada com duas cirurgias posteriormente. Assim, Miss Blue foi forçada a ficar sem competir por mais seis meses.

“As questões de saúde atrasaram um pouco o desempenho dela, mesmo ela já tendo ganhado dois dos principais Grandes Prêmios da Alemanha antes mesmo disso”, ressaltou Mansur.

Resultado histórico do conjunto
Com Miss Blue totalmente recuperada, o conjunto vive a sua melhor fase. No último domingo, 25, venceu o prestigiado GP5* Rolex. A disputa reuniu 45 conjuntos top mundiais entre os quais 12 zeraram o percurso inicial, com 13 obstáculos incluindo um triplo.

“Não foi um concurso fácil para mim, não comecei bem. Mas no dia do Grande Prêmio, me concentrei muito, voltei minha cabeça para o foco do concurso. Eu tinha acabado de ganhar em Fontainebleau [na França] há duas semanas. Então, você segue naquele flow”, disse.
No desempate, o conjunto cruzou a linha de chegada sem faltas, em 35s65, desempenho que garantiu o troféu do Grande Prêmio.

“O concurso de Roma é um dos mais incríveis de todos. É um cenário histórico, impressionante. Então, todo mundo quer ganhar”, destacou. Mas a etapa teve um sabor especial para o cavaleiro. “Eu sabia que o concurso marcava o início de um período da minha carreira pelo qual eu lutei a minha vida inteira. E eu sei que esse é meu momento”, afirmou.

Yuri e Miss Blue faturaram o GP5* Rolex de Roma | Crédito: Divulgação/CBH/Luis Ruas

Cavalos brasileiros em destaque
Outro destaque foi a chegada de duas éguas brasileiras ao pódio do Grande Prêmio, o que é considerado uma surpresa para a modalidade, mas não para Yuri que exalta a criação das fazendas brasileiras. “O Brasil foi evoluindo rapidamente nesse processo e, hoje, eu acho que é uma criação de altíssimo nível. A prova disso é que metade da equipe olímpica era brasileira.”

Mansur é o segundo brasileiro a vencer a competição, após Rodrigo Pessoa tricampeão do concurso. “Hoje temos um grupo de dez cavaleiros brasileiros incríveis, com três gerações em forma competindo, e que estão saltando em todo lugar do mundo com resultado. A verdade é que o Brasil, hoje, está facilmente entre as dez principais equipes do mundo. Arrisco mesmo dizer que está entre as cinco ou seis melhores”, avaliou Yuri.

O futuro promete ser ainda mais promissor. Yuri ressaltou que a preparação para o Mundial do próximo ano já começou, inclusive já com a chance de saltar como equipe em Aachen, na Alemanha, este ano, local onde será o Mundial do ano que vem e conhecido como o concurso mais importante do mundo.

“O meu objetivo é aproveitar esse momento e tirar dele o meu melhor. Hoje eu sou 48º no ranking, mas se eu continuar nesse ritmo, eu adoraria terminar o ano no top 10 do mundo, seria realmente um objetivo bem grande para o ano”, projetou o cavaleiro.

Yuri e Miss Blue venceram o GP Rolex | Crédito: Divulgação/CBH/Luis Ruas

*Com Comitê Olímpico do Brasil

Tags: GP RolexGrand Prix de RomaMiss BlueMiss BlurSaltosYuri Mansur

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