O atletismo brasileiro alcançou sua melhor campanha em Campeonatos Mundiais de Atletismo. Na 20ª edição, encerrada neste domingo, 21, em Tóquio, o país conquistou três medalhas: uma de ouro, com Caio Bonfim nos 20 km da marcha atlética, e duas de prata — novamente com Caio Bonfim, nos 35 km, e com Alison dos Santos, nos 400 metros com barreiras.
O Brasil tem, agora, um total de 19 medalhas conquistadas em Mundiais ao ar livre. São três ouros (com Caio Bonfim, em Tóquio; Alison dos Santos, nos 400 metros com barreiras em Eugene-2022; e Fabiana Murer, no salto com vara em Daegu-2011), oito pratas e oito bronzes. E Caio Bonfim se isolou como o atleta brasileiro mais premiado em Mundiais – o ouro e a prata no Japão juntam-se aos dois bronzes dos 20 km conquistados em Londres-2017 e Budapeste-2023.
“O Mundial foi muito bom, estou muito feliz de termos feito a melhor campanha da história, desses 20 Campeonatos Mundiais”, destacou Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e Chefe de Equipe da seleção brasileira em Tóquio.
O Brasil já havia conquistado três medalhas em um Mundial, na edição de Sevilha, na Espanha, em 1999. Na ocasião, foram duas pratas, com Claudinei Quirino (200 m) e Sanderlei Parrela (400 m), e um bronze, com o revezamento 4×100 m. Até antes de Tóquio, o ex-velocista Claudinei Quirino era o maior medalhista individual do Brasil em Mundiais – além das medalhas em Sevilha-1999, também foi bronze nos 200 metros em Atenas-1997.
No quadro de medalhas, o Brasil terminou o Mundial na 13ª posição, a partir da contagem de ouros e total de medalhas. Os Estados Unidos ficaram o 1º, com 26 medalhas (16 ouros), Quênia terminou em 2º, com 11 medalhas (sete ouros) e o Canadá foi 3º, com cinco medalhas (três ouros), em um total de 53 países que medalharam no Mundial.
*Com Confederação Brasileira de Atletismo






