A Seleção Brasileira de Judô fechou o Grand Slam de Astana com mais uma medalha conquistada pelas mulheres. Depois dos cinco pódios femininos nos dois primeiros dias de competição, a peso meio-pesado Beatriz Freitas (78kg) levou a medalha de bronze neste domingo, 11, para confirmar o sexto pódio do Brasil na capital cazaque, e seu primeiro no Circuito Mundial.
“Essa foi minha primeira medalha em Grand Slam e estou muito feliz com essa conquista e com minhas lutas. Gostaria de agradecer todo mundo que me ajudou a estar aqui para conquistar essa medalha”, comemorou ela.
Bia fez sua primeira luta nas oitavas, e venceu a chinesa Yingxue Wang com um belo ippon. Em seguida, nas quartas, passou pela francesa Kaila Issoufi, de quem havia perdido no Open Rio de 2025, com um waza-ari. Já na semifinal, teve pela frente a coreana Minju Kim, que terminaria o dia com a medalha de ouro, e precisou ir à disputa de bronze ao levar um waza-ari e depois um ippon da adversária.
Na luta, a brasileira enfrentou a francesa Liz Ngelebeya. As duas já haviam se encontrado uma vez, na primeira luta do Open Europeu de Varsóvia de 2025, que Bia terminou como medalhista de bronze, e desta vez o resultado foi novamente favorável. Ainda aos 30 segundos de luta, a atleta do Esporte Clube Pinheiros conseguiu encaixar um waza-ari e, depois, fez a adversária bater com um belo estrangulamento.
Essa foi a primeira medalha dela em etapas de Grand Slam, o melhor resultado da carreira na classe Sênior até o momento. No Júnior, a brasileira tem um vice mundial, conquistado em 2022.
Quase lá
O Brasil ainda teve outros dois atletas disputando medalhas neste terceiro e último dia do Grand Slam de Astana, mas ambos terminaram a competição em quinto lugar. No feminino, a campeã olímpica Beatriz Souza (+78kg) teve retorno ao Circuito Mundial IJF após os Jogos de Paris-2024.
Mais bem ranqueada da categoria na competição, Bia folgou na primeira rodada e estreou direto nas quartas de final. Ainda se readaptando ao ritmo competitivo, ela fez um confronto disputado contra a chinesa Xinran Niu, campeã do Grand Slam de Tashkent e atual vice asiática, que conseguiu um yuko na disputa do golden score com as duas penduradas nas punições.
Apesar do revés, a campeã olímpica voltou na repescagem e, desta vez, venceu com propriedade a sérvia Milica Zabic, com um waza-ari e um lindo ippon. Mas, na disputa pelo bronze, Bia foi novamente superada, agora pela japonesa Ruri Takahashi. A luta seguiu até o golden score, com ambas no limite das punições, e a brasileira acabou sofrendo a revertida em uma tentativa de ataque e levando um ippon.
Há 15 dias, Bia Souza retornou oficialmente às competições internacionais no Campeonato Pan-Americano e Oceania, sendo campeã nas disputas individuais e por equipes mistas.
Já no masculino, Marcelo Fronckowiak estreou vencendo o chinês Yadong Xie com um waza-ari, na primeira rodada. Depois, passou pelo sérvio Miljan Radulj por ippon, nas oitavas, e chegou às quartas embalado para passar pelo bielorrusso Aliaksandr Sidoryk com dois waza-ari.
O primeiro revés do dia veio na semifinal, contra o russo Mikhail Igolnikov, posteriormente campeão da categoria, que conseguiu encaixar dois yuko e um waza-ari. Já na disputa pelo bronze, Marcelo ficou pendurado nas punições contra o tcheco Adam Kopecky, e foi projetado em waza-ari no último minuto de combate, ficando em quinto lugar.
Nesta temporada, Fronckowiak tem uma prata no Grand Slam de Baku e um bronze no Grand Prix da Áustria, e ocupa o top 15 do ranking mundial.
Eliminação precoce
Mais cedo, nas preliminares, o Brasil ainda foi representado por Karol Gimenes (78kg), Giovani Ferreira (90kg) e Rafael Buzacarini (+100kg), que não chegaram à etapa final de disputas.
Karol estreou com vitória por ippon contra Dulamsuren Ailtguibaatar, atleta da Mongólia, mas nas duas lutas seguintes caiu para a japonesa Mao Izumi, nas quartas, e para a francesa Liz Ngelebeya, na repescagem, ficando em sétimo lugar.
Enquanto isso, no masculino, Giovani venceu uma luta contra Israpil Sagaipov, e na seguinte foi eliminado pelo tcheco Adam Kopecky, o mesmo que venceu Fronckowiak na disputa do bronze. Já na categoria mais pesada, Buzacarini teve parada dura contra o japonês Hyoga Ota, e se despediu da competição na primeira luta.
Destaque feminino
Todas as seis medalhas conquistadas pelo judô brasileiro no Grand Slam de Astana vieram pelas mãos das mulheres, e em categorias diferentes. Das dez convocadas, sete chegaram ao bloco final de disputas.
No primeiro dia, Natasha Ferreira (48kg), Jessica Pereira (52kg) e Shirlen Nascimento (57kg) foram bronze. No segundo, Rafaela Silva (63kg) e Luana Carvalho (70kg) também levaram o bronze. E, no terceiro, por fim, Beatriz Freitas fechou a campanha com mais um terceiro lugar.
*Com Confederação Brasileira de Judô






