O ano do Palmeiras não saiu como o esperado, ainda mais diante do investimento de R$ 700 milhões em contratações feito pelo clube, o que aumentou a expectativa da torcida, que termina o ano frustrada e sem títulos. Para o técnico Abel Ferreira, no entanto, a temporada não deve ser encarada como uma catástrofe e os três vice-campeonatos (Paulista, Libertadores e Brasileiro) merecem ser exaltados.
“Aos torcedores do Palmeiras: a terra não está arrasada, e tenho muita sorte por estar presente na história do Palmeiras que é longa e vitoriosa, mas estar no ciclo mais vitorioso e que o Palmeiras é mais reconhecido, quer nacional ou internacionalmente, pelo prestígio da sua organização, pela grandeza dos processos e por tudo que o clube faz enquanto instituição”, comentou o treinador português após vitória sobre o Atlético-MG, na noite de quarta-feira, 3.
“Estar na história é estar na fotografia, nem que seja com o segundo lugar. E a mim dá o mesmo trabalho. Para mim, o segundo não é o primeiro dos últimos. Claro que queríamos ganhar, odeio perder, mas sei o quanto sacrifício é, assim como hoje, para sair com os três pontos justos”, continuou Abel.
O técnico ressaltou ainda que prefere valorizar o que foi feito no decorrer da temporada e destacou os 11 títulos conquistados nos últimos cinco anos no comando do clube paulista.
“No Paulista: cinco anos, três títulos e dois vices; Libertadores: seis disputas e três finais; Brasileiro: acho que disputei cinco ou seis: dois primeiros e três vice; Copa do Brasil: aí sim, ganhamos uma e perdemos quatro”, disse Abel.
A temporada de 2025 será a primeira em que o treinador português não levantará um troféu pelo Alviverde. O comandante chegou em 2020 e, desde então, conquistou pelo menos um título por ano.
“Uma coisa é perder e outra é ser perdedor, esta equipe perdeu, mas não é perdedora. Entendo que muita gente queira dizer que o segundo lugar é ruim, nada presta. Hoje demos mais uma amostra do que essa equipe mostrou ao longo desse ano enquanto nos deixaram, porque há coisas que controlamos e outras não”, analisou ele.
“Mesmo tendo toda reformulação, com 12 jogadores entrando no ano, com lesões, e tendo três pontos à frente não fomos capazes de segurá-los. Depois de tudo que aconteceu, pergunte quanto demora a reformulação de uma equipe? Hoje ficou inequívoco nossa superioridade”, finalizou.
Apesar de o Flamengo já ter conquistado o título do Campeonato Brasileiro, na quarta, o Palmeiras ainda tem pela frente o seu último compromisso pela competição nacional contra o Ceará, no domingo, 30, às 16h.






