Um empate nesta noite em Avellaneda será o suficiente para o Flamengo chegar a mais uma final de Libertadores. Seria a quarta desde 2019, um feito espetacular na história do clube que 15 anos atrás sobrevivia atolado em dívidas e colecionava vexames esportivos.
Quando o árbitro apitou o final da primeira partida no Maracanã, em que o Rubro-Negro sofreu para conseguir fazer 1 a 0 no finalzinho do jogo, o senso comum era o de que o importante era uma vitória, pelo placar que fosse possível. E o 1 a 0 contra o Racing valente foi o possível.
Em uma semana, no entanto, a percepção mudou de cor e o receio de uma eliminação cresceu, principalmente depois da apresentação ridícula do time contra o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro no fim de semana, com derrota por 1 a 0.
Somou-se a isso a incrível mobilização da comunidade do Racing, prometendo clima de guerra no El Cilindro para conquistar uma final que não vem desde 1967, ano do último título do clube na competição.
E, por fim, Pedro. A ausência do centroavante, que quebrou o braço, deixa a dúvida sobre como escalar o time para a partida decisiva. Filipe Luís ensaia um meio de campo mais preenchido com Pulgar, Jorginho, Saul e Arrascaeta, tendo à frente Carrascal e Plata.
Os 90 minutos em Avellaneda terão reflexos também no Brasileirão. A ida à final será mais uma injeção de ânimo para o torneio nacional, no qual o time luta cabeça a cabeça com o Palmeiras. A eliminação significará pressão maior sobre Filipe Luís, já questionado pelo jogo contra o Fortaleza.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






