Oscar caiu inconsciente da bicicleta ergométrica e ficou desmaiado por dois minutos até ser reanimado e levado ao hospital. Este tempo mínimo de inconsciência terá importância gigante no que vem por aí.
Antes de tudo, o que interessa no momento é a saúde de Oscar. Depois do ocorrido, pessoas ligadas ao atleta estimaram que a chance de ele encerrar sua carreira é de 99%. Financeiramente com a vida resolvida, ele quer mais tempo com a família e depois de um susto desta natureza é mais do que razoável pensar assim.
Se isso realmente ocorrer, o primeiro a se fazer é respirar aliviado e agradecer que a sequela máxima de um fato muito relevante foi a aposentadoria de um atleta. Hoje, poderíamos estar debatendo algo muito mais grave do que já foi caso Oscar não tivesse sido prontamente atendido e levado ao hospital.
O segundo olhar para a questão é para o São Paulo. Uma vez confirmada a aposentadoria do jogador, o clube terá feito a terceira contratação em sequência de uma figura renomada e cara e que se torna um enorme fracasso. Daniel Alves, James Rodríguez e agora Oscar. Todas seguindo o mesmo modelo: jogador veterano consagrado com altos vencimentos e alguma engenharia financeira mal explicada e pior ainda executada para cumprir as obrigações contratuais.
O São Paulo paga até hoje pelas aventuras de Daniel Alves e James Rodríguez, o que deve ajudar a explicar (entre muitas outras coisas) como o clube aperta o cinto cada vez mais, liquida jogadores promissores e segue sob risco de fechar o ano no vermelho.
O modelo de formação de elenco que esta diretoria apostou e que a anterior havia apostado no último período de seu mandato deu errado e isso está claro após o evento acontecido com Oscar. Aqui vale um parêntese: atletas de qualquer idade estão sob risco de ter um problema cardíaco. O ponto não é este, mas é sobre o esforço para se fazer uma operação em volta de apenas um atleta. Daniel Alves e James Rodríguez seguiram o mesmo perfil de contratação. Por outros motivos que não físicos, saíram do clube sem deixar saudade.
A pergunta que fica a partir dos dois minutos de agonia vividos por Oscar é: como o São Paulo pensa seu elenco para 2026, levando em conta o fracasso retumbante da temporada 2025? Outro tipo de jogadores? Priorizando outros aspectos como força física e juventude em detrimento do talento?
O desmaio de dois minutos de Oscar vão impactar não só na vida dele, mas também na do São Paulo.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






