Os 90 minutos em Avellaneda eliminaram qualquer rótulo de banana que este Flamengo havia recebido nos últimos dias, principalmente depois da derrota para o Fortaleza no Campeonato Brasileiro.
O que o time de Filipe Luís fez contra o Racing na semifinal da Libertadores foi daquelas páginas heroicas que no futuro serão sempre lembradas. O nome eu posso até sugerir: “Batalha de Avellaneda”. Pomposo e que retrata bem o jogo que levou o time brasileiro à final da Libertadores (a quarta em sete anos, feito até aqui inigualável por qualquer time nacional em qualquer momento da história; e a quinta no geral)
Se nos dias que antecederam ao jogo já estava claro qual seria o ambiente em Avellaneda, tudo ficou evidente quando o início precisou ser adiado pelo atraso da delegação do Flamengo em chegar ao estádio. O motivo: a presença ao longo do trajeto de torcedores do Racing com e sem ingressos que tomaram as ruas da cidade.
Em campo foi uma noite de bom futebol em alguns momentos, sangue frio, superação, garra e ótima estratégia para cada um dos desafios que foram se colocando à frente do time rubro-negro. Destaco dois: o primeiro tempo de domínio com a bola nos pés e o segundo tempo com um homem a menos em que Filipe Luís recorreu aos seus conhecimentos dos tempos de jogador do Atlético de Madrid e montou duas linhas defensivas fortes para segurar o rival.
A Libertadores 2025 do Flamengo não se compara às de 2019 e 2022, em que o time foi em grande parte das campanhas muito superior tecnicamente aos rivais. A deste ano tem outra característica, que é a de se adaptar a diferentes desafios e avançar. O Rubro-Negro chega imenso para a decisão, seja lá contra quem for.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






