O domingo de Isack Hadjar entrou para a história da Fórmula 1 por dois motivos distintos: a conquista de seu primeiro pódio e o tombo inesperado do troféu. O piloto franco-argelino da Racing Bulls terminou o GP da Holanda em terceiro lugar, mas viu a taça artesanal despencar das mãos durante a comemoração com a equipe.
As premiações da etapa holandesa são conhecidas pela fragilidade. Produzidas em cerâmica pintada à mão com detalhes em ouro de 24 quilates, seguem a tradição “Delfts blauw”, inspirada na icônica porcelana azul de Delft, símbolo cultural dos Países Baixos desde o século 14. Além de Hadjar, Oscar Piastri, vencedor da corrida, e Max Verstappen, segundo colocado, também receberam exemplares do delicado troféu.
O acidente, no entanto, não apagou o brilho da performance do estreante. Aos 20 anos e 11 meses, Hadjar tornou-se o quinto piloto mais jovem a subir ao pódio na F1, além de ser o francês mais novo a figurar entre os três primeiros.
“Parece um pouco irreal. O mais surpreendente para mim foi manter o quarto lugar durante toda a corrida”, afirmou Hadjar. “Aproveitamos a saída de Lando [Norris] e não cometemos erros. O carro esteve bem durante todo o fim de semana, e estou muito feliz comigo mesmo porque realmente maximizei o que tinha e consegui subir ao pódio.”
O resultado também devolveu a Racing Bulls ao pódio após três anos, desde o terceiro lugar de Pierre Gasly no GP do Azerbaijão de 2021.






