A tão aguardada passagem de Lewis Hamilton pela Ferrari, iniciada em 2025 após 12 temporadas na Mercedes, ganhou um novo capítulo com a revelação de um detalhe contratual incomum.
Como é de conhecimento de todos, o acordo entre as partes tem duração de dois anos, até o fim da temporada de 2026 da Fórmula 1. Porém, segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, a grande novidade está em uma cláusula que prevê a possibilidade de extensão por mais um ano, decisão esta que cabe única e exclusivamente a Hamilton.
Na prática, a cláusula retira da Ferrari qualquer poder de influenciar no destino do heptacampeão para 2027, independentemente dos resultados alcançados até lá. Assim, Hamilton, que vai completar 42 anos em janeiro de 2027, terá autonomia total para decidir se continua defendendo a escuderia italiana ou encerra a parceria.
O cenário esportivo, porém, é desfavorável. Em 14 corridas pela escuderia de Maranello, Hamilton ainda não conquistou um pódio. Sua única vitória ocorreu na corrida sprint do GP da China, onde também garantiu a pole position. Desde então, não conseguiu superar o desempenho de Charles Leclerc, que soma cinco pódios e mantém uma vantagem de 42 pontos no campeonato.
Antes da pausa de verão, o GP da Hungria expôs mais uma vez as dificuldades enfrentadas pelo veterano de 40 anos. Ele largou e terminou na 12ª posição, enquanto Leclerc conquistou a pole, embora tenha tido um resultado final frustrante com o quarto lugar. A frustração com o seu desempenho em Budapeste fez Hamilton se chamar de “inútil” e sugerir a troca de piloto à Ferrari.
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