Jogadoras da WNBA (Women’s National Basketball Association, na sigla em inglês), principal liga profissional de basquete feminino dos Estados Unidos, têm passado por ataques constrangedores em algumas das partidas da temporada 2024/2025, com torcedores arremessando brinquedos sexuais nas quadras e interrompendo partidas.
“Isso já acontece há séculos, a sexualização das mulheres. Esta é a versão mais recente disso. Não tem graça. Não deveria ser motivo de piadas”, disse Cheryl Reeve, técnica do Minnesota Lynx, que também cobrou a responsabilização das pessoas que estão cometendo os atos.
No último dia 29 de julho, um homem foi preso acusado de jogar um brinquedo sexual em quadra durante o jogo entre o Atlanta Dream e o New York Liberty. O mesmo homem também teria feito o mesmo no jogo anterior, no dia 27 de julho, mas o objeto não chegou a cair em quadra.
Acusado de conduta desordeira, invasão de propriedade, atentado ao pudor e exposição indecente, o homem preso afirmou, em depoimento, se tratar de uma piada.
A jogadora Sophie Cunningham, do Indiana Fever, que quase foi atingida por um objeto arremessado em um jogo contra o Los Angeles Sparks, reclamou do incidente.
“Como vamos ser levados a sério? Todo mundo está tentando garantir a vitória e ser levada a sério, e então isso acontece”, falou Sophie.
Outra a protestar contra os arremessos de brinquedos sexuais foi Isabelle Harrison, do New York Liberty, que fez cobranças pela melhora da segurança nas arenas.
“Segurança da arena?! Alô?? Por favor, melhorem. Não tem graça e nunca teve. Jogar qualquer coisa em quadra é muito perigoso”, cobrou Isabelle
WNBA se posiciona para impedir novos casos
Após os incidentes, a WNBA emitiu uma nota em que afirmou que “a segurança e o bem-estar de todos são uma prioridade para a liga” e reforçou que, de acordo com os padrões de segurança, qualquer torcedor que atirar um objeto em quadra será expulso e sofrerá uma suspensão mínima de um ano, além de estar sujeito a prisão.






