As reclamações do técnico Arthur Elias e de atletas da Seleção Brasileira deram resultado. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) liberou as jogadoras para aquecer dentro de campo antes dos jogos da Copa América Feminina, que está sendo disputada no Equador.
Segundo a entidade, as condições dos gramados da competição foram reavaliadas. Com isso, o aquecimento dentro de campo foi liberado para todas as atletas por 15 minutos, mesmo tempo que já era permitido às goleiras.
Nos dois primeiros jogos pela Copa América, contra Venezuela e Bolívia, ambos no Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, em Quito, as jogadoras de linha do Brasil puderam fazer o aquecimento somente em um local pequeno, nos vestiários.
Antes da partida diante das bolivianas, na última quarta-feira, 16, as seleções tiveram que dividir o espaço para o aquecimento. A Conmebol alegava a necessidade de preservar os gramados, que estão recebendo dois confrontos em sequência.
Após o jogo, Arthur Elias admitiu preocupação com a limitação para o aquecimento, pois o preparo acabava não sendo o adequado para a prática do futebol e comprometia a qualidade das partidas. Na rede social X (antigo Twitter), a atacante Kerolin comparou a estrutura da Copa América com a da Eurocopa Feminina, que ocorre simultaneamente, na Suíça.
“Enquanto a Euro bate recordes de tecnologia, a gente aquece em uma sala de [no] máximo 20 metros [quadrados] com cheiro de tinta. Bizarro”, escreveu a camisa 7.
O Brasil volta a campo na próxima terça-feira, 22, às 21h (horário de Brasília), contra o Paraguai, novamente no estádio Gonzalo Pozo Ripalda.
*Com Agência Brasil






