2025 seria a largada do plano de saneamento financeiro do São Paulo para que em 2030, ano do centenário, o clube estivesse bem das pernas e novamente competindo de igual para igual com os adversários mais poderosos.
Ocorre que ele está esfarelando na metade do primeiro ano de implementação. Lembrando: a ideia foi criar um fundo de investimento privado para pagar dívidas de curto prazo. O fundo impôs amarras financeiras severas com teto de gastos baixo, o que impactou diretamente no elenco.
O outro braço do plano, o esportivo, foi tentar montar um time titular forte com algumas poucas estrelas e completar o elenco com jogadores medianos e com revelações da base. Esta parte faltou combinar com os russos, porque em meio ano o São Paulo perdeu seu centroavante titular, Calleri, vítima de grave lesão no joelho; perdeu um de seus líderes, Luís Gustavo, que sofreu embolia pulmonar; perdeu seu principal jogador, Lucas, que sofre com uma contusão no joelho que o impede de entrar em campo. Além disso, o astro contratado para a temporada, Oscar, também pouco jogou, vítima de contusão.
Mas não para por aí. Alguns jovens da base, que dariam sustentação ao elenco, vêm sendo rifados no mercado porque, afinal, o clube não pode novamente chegar no fim do ano no vermelho. Foram os casos de Willian Gomes, Moreira e Matheus Alves. E a informação é a de que mais alguém de Cotia precisará ser vendido para fechar a conta.
O resultado deste fracasso é visto na tabela do Campeonato Brasileiro. O time está na zona do rebaixamento por pontos perdidos, já trocou de treinador e a estreia do novo não foi exatamente esperançosa.
Novamente a cruz está nas costas do torcedor, que precisa salvar o time da Série B como já ocorreu em anos recentes. Mas o sujeito da arquibancada está exausto e, pior, não está vendo propósito no sacrifício. Nos anos 1960 este torcedor aguentou times risíveis porque olhava para o bairro do Morumbi e via um colosso de concreto sendo erguido.
Agora, ele se vê diante de times risíveis, mas não vê o propósito porque o plano do lado financeiro é uma total incógnita. O fundo de investimento está dando certo? O clube está economizando de fato? Quando será possível voltar a investir no futebol? Ninguém sabe, ninguém viu.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






