No dia em que completou 22 anos, a zagueira Tarciane participou da coletiva de imprensa após o treino da Seleção Brasileira feminina, na terça-feira, 27. Na entrevista, Tarciane se emocionou algumas vezes. Revelou que o maior presente proporcionado pelo futebol foi a estabilidade financeira que permitiu a ela “aposentar” sua mãe, para que não precisasse trabalhar mais. “Isso é o mais importante para mim”, disse a jogadora emocionada.
Tarciane começou sua trajetória no Daminhas da Bola, projeto social em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Teve passagem pelo Fluminense e chegou ao Corinthians aos 18 anos. Ela não escondeu o carinho especial pelo centro de treinamento do clube onde deu passos significativos na carreira. Foram quatro temporadas e dez títulos. “É minha segunda casa e estar aqui, onde comecei aos 18 anos, trouxe memórias do meu primeiro treino. É um prazer sempre retornar”, comentou.
Atualmente no Lyon, da França, ela contou que superou muitos desafios que marcaram seu amadurecimento tanto como atleta quanto como pessoa. Confiante, Tarciane se prepara para a Copa América e destacou a importância de estar bem para enfrentar adversários fortes como o Japão, com quem o Brasil fará dois amistosos.
“O Japão é uma seleção muito difícil. Eu joguei duas vezes contra elas. Uma nos Jogos Olímpicos e outra, no She Believes. Foram dois jogos muito difíceis porque é uma equipe forte e rápida. Elas são bem dedicadas no que elas fazem e a gente sabe muito bem disso. A gente está trabalhando muito, tentando encaixar, tentando fazer o nosso modelo de jogo para poder ir muito bem. É uma equipe que cresce muito durante o jogo, então a gente precisa tomar muito cuidado. Não vai ser um jogo fácil”, avaliou a zagueira.
“A gente precisa estar bem para o nosso grupo se fortalecer. Estar sempre forte. Temos pouco tempo para a gente se preparar contra o Japão. Mas a gente só pensa nisso e a gente estuda isso. Tem mais um jogo, contra a França, além dos dois jogos contra o Japão. Aí encerra a nossa preparação. A gente está vivendo cada convocação de cada vez e entender que quanto mais a gente crescer, mais a gente vai estar bem. Vamos viver essa convocação aqui e depois ir para a Copa América bem, fortalecida, forte, aprendendo uma com a outra, e aí as coisas vão acontecer, o título, tudo”, falou ela sobre os preparativos para a Copa América.
Tarciane comentou ainda sobre o retorno de Marta à Seleção Brasileira. A Rainha voltou após nove meses, sua última participação com o time havia sido na conquista da prata na Olimpíada de Paris-2024.
“A gente sempre conversa quando tem jogo, mas a gente já sabia que ela ia voltar porque ela é uma peça muito importante na seleção. Todo mundo sabe disso. Ontem eu estava até brincando e disse que ‘todo mundo queria ter uma Marta no time, na seleção, pela liderança, pela história, por tudo’”, afirmou.
“Ela é uma pessoa muito importante para o nosso grupo, para as outras meninas que estão chegando agora. Eu já falei para ela se aposentar com uns 45, por aí. Enquanto ela estiver bem, vou estar incentivando-a para poder continuar com a gente. E não tem como ficar sem a Marta. Não vejo a seleção agora sem a Marta, porque a gente precisa dela, a gente precisa de tudo o que ela já viveu no futebol feminino, e ela também precisa viver esse momento”, concluiu Tarciane.
*Com Confederação Brasileira de Futebol






