Carlo Ancelotti iniciou seu novo trabalho à frente da Seleção Brasileira nesta segunda-feira, 26. O ex-treinador do Real Madrid foi apresentado oficialmente no Rio de Janeiro e já fez sua primeira convocação para os jogos contra Equador e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Após revelar a lista com 23 nomes, o experiente treinador de 65 anos concedeu uma longa entrevista coletiva e abordou diversos pontos, como a ausência de Neymar na primeira convocação, o desafio de comandar uma seleção pela primeira vez na carreira e sua antiga relação com os jogadores brasileiros.
Confira abaixo os principais destaques:
Relação com o Brasil e os jogadores brasileiros
“Minha conexão com o Brasil começou muito cedo, nos anos 1980, com Cerezo, Falcão e depois, com os anos, eu treinei 34 jogadores brasileiros. Mencionar todos eles, eu posso fazer, porque eu tenho boa memória, mas eu acho que é uma falta de respeito com um possível esquecimento. Mas os melhores, Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Marcelo, Douglas Costa, Cafu, Dida, Emerson. Eu não posso esquecer Endrick, Rodrigo, Militão. Essa conexão começou muito cedo na minha carreira. Pela primeira vez eu venho ao Rio. É algo difícil, porque eu estive em todas as cidades do mundo, faltava o Rio e finalmente eu cheguei ao Rio. Eu quero aproveitar esta cidade.”
Ausência de Neymar na convocação
“Como eu disse, nessa convocação eu tentei selecionar jogadores que estão bem. O Neymar teve uma lesão, começou a jogar, todo mundo sabe que o Neymar é um jogador importante, sempre foi, e sempre vai ser. Contamos com ele, obviamente. Infelizmente, há jogadores que estão lesionados e não podem estar na seleção, como Neymar se recuperou há pouco da lesão, temos lesionados Rodrygo, Gabriel, Joelinton, Militão, Ederson… o que quero dizer, o Brasil tem muitos jogadores de talento, e obviamente no caso específico de Neymar contamos com ele na Seleção Brasileira, o Brasil conta com ele, com sua melhor versão. Neymar tem esse objetivo, de estar pronto para o Mundial, falei com ele esta manhã, para explicar para ele, e ele está de acordo.”
Retorno de Casemiro
“Para falar do Casemiro, na minha opinião, ele é um grande jogador. Tive a sorte de estar com ele, eu acho que a seleção precisa desse tipo de jogador, que tem carisma, personalidade, talento. Como eu disse, o Brasil sempre teve muito talento. No futebol moderno, é preciso acrescentar atitude, compromisso, sacrifício, e isso o Casemiro tem. E muitos dos que foram convocados têm isso. É um aspecto fundamental, principalmente para se preparar para o Mundial. Eu acho que, assim, nós nos sairemos muito bem. Hoje eu falava com o Felipe [Felipão], que me deu conselhos muito bons, para preparar bem este tipo de competição. Neste sentido, eu falei muito do ambiente que podemos criar dentro da equipe, mas também em torno. Todo o país, o Brasil inteiro, pode nos ajudar.”
Desafio de treinar uma seleção pela primeira vez
“Eu parei no ano de 1992, como jogador do Milan. Eu tive a oportunidade de ser assistente em 1992, 1993, com o objetivo de preparar para a Copa do Mundo de 1994. A Copa do Mundo de 1994 foi uma experiência fantástica. Estar com os jogadores por muito tempo. Eu nunca esqueci disso. Não deu certo para nós, mas, para vocês, se saíram muito bem. Eu sempre disse: ‘eu quero experimentar novamente esta experiência’. E com quem eu quero experimentar? Chegou o Brasil. Aí está o contato. Por isso.”
Mescla de experiência e juventude
“Para fazer uma escolha, eu olho o passaporte. Exemplo, Casemiro está aqui, porque ele merece estar aqui pelas suas qualidades. Entre as qualidades, estão experiência, conhecimento, liderança. Não significa que está este porque é jovem. O Estêvão está aqui porque tem qualidade. Logicamente a conexão com jovens traz entusiasmo, motivação e vontade. Experiência traz conhecimento, leitura das situações, liderança. Em um time, tudo isso tem que se juntar. O Estêvão pode ajudar o Casemiro com o seu entusiasmo. O Casemiro pode ajudar o Estêvão na atitude, no compromisso. Sempre é uma questão de conexão.”






